Preito a Sophia de Mello Breyner Andresen
O teu arado sulcou
Laboriosamente campos agrestes,
Onde cedo semeaste sementes,
Transformando-os em searas temporãs.
Hoje, visito-os assistindo comovido
Ao ondular sereno
Das espigas maduras de teus versos!
Sou um pequeno agricultor modesto
Que não tem teu estro,
Nem enxada para o cultivo dos seus campos.
Um pequeno discípulo
Maravilhado com a obra de seu mestre!