segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Doces paisagens minhas!

Eterno regresso


Ah, quando nasci,
Deram-me por berço
Horizontes
Cobertos de montes
Penedos tersos
Urze, mato florido
Um olival desmedido
Onde faziam fogueiras.
Veredas lajeadas
Cobertas de carvalhos velhos
E árvores fantasiadas
Pintadas de frescos verdes
Habitadas por mouras encantadas…
Tinha uma trotineta vermelha
Vinda de França,
Era um Pégaso a percorrer distâncias!
Nas asas do sonho decorreu
Toda a minha infância.
Depois, quando longe
Estive perto
Cansado, desperto,
Eras a minha Circe!
Hoje preciso de ti
Minha fonte viva

Tal mãe para o filho
Sonhando céus!

António Sousa

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